sábado, 29 de fevereiro de 2020

Hospital de JP é investigado por suposta negligência médica após morte de recém-nascido

Após um parto complicado, bebê teria sido liberado sem uma avaliação clínica



A Promotoria de Justiça do Consumidor de João Pessoa (MP-Procon) abriu inquérito para investigar a morte de um recém-nascido no Hospital João Paulo II, localizado no Centro da Capital.

De acordo com a denúncia realizada pelo pai do bebê, após um parto complicado, ele foi liberado pela médica platonista, Dra. Aretuza Pimentel Torres, “sem uma avaliação clínica ou através de uma avaliação insuficiente”.

“Os médicos foram negligentes por não adotarem as providências devidas em relação à criança, inclusive internação em UTI ou qualquer outro encaminhamento médico necessário, considerando a gravidade do quadro de saúde apresentado pela mesma, o qual não permitia sua liberação para o apartamento”, afirmou o denunciante.

A instituição médica será investigada por negligência médica e violência institucional.

Família de 13ª vítima de dengue em MS denuncia negligência médica

A mulher de 28 anos estava grávida, sofreu complicações após o parto e morreu dias depois. O bebê também não resistiu


Francinete Rodrigues Beltrão morreu no dia 15 de fevereiro, em Aquidauana

A Polícia Civil investiga a morte de Francinete Rodrigues Beltrão, de 28 anos, e do filho recém-nascido, Arthur Miguel Areco Beltrão, após complicações durante parto feito no Hospital Municipal de Bodoquena – a 266 quilômetros de Campo Grande. A família registrou boletim de ocorrência por suspeita de negligência médica, mas a SES (Secretaria de Estado de Saúde) divulgou a morte da mulher como a provocada por dengue.

O boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (27) pelas autoridades de saúde mostra Francinete como a 13ª vitima de dengue em Mato Grosso do Sul neste ano. A família da mulher, no entanto, procurou a Polícia Civil no dia 22 de fevereiro para contar outra história.

Conforme o relato, no dia 4 de fevereiro, uma terça-feira, Francinete deu entrada no hospital com contrações. Ela estava grávida de Arthur Miguel, o primeiro filho. A equipe médica então decidiu aguardar pelo parto normal.

Como foi - Foram três dias de espera. Para a polícia, o marido de Francinete contou que a mulher sofreu fortes dores durante o período e por isso, 24 horas depois da internação, resolveu conversar com um dos médicos sobre a situação. Em resposta, recebeu a garantia de que se o parto não acontecesse de forma natural até a manhã do dia seguinte, fariam a cesariana. - Na manhã de quinta-feira, 6 de fevereiro, conforme o pai do bebê, o médico voltou para ver a paciente e informou que esperaria mais um pouco antes da decisão pela cirurgia. Na mesma tarde, a bolsa de Francinete estourou e ela começou a dar à luz Arthur Miguel.

Segundo o depoimento do pai, por conta do tempo prolongado de contração e dores, Francinete estava debilitada demais e a equipe médica, então, decidiu pela cesariana de emergência. Pouco depois, o responsável pelo atendimento explicou que a situação era crítica e a prioridade era salvar a vida da gestante.

Arthur nasceu com vida, ficou internado, mas na noite de sexta-feira, 7 de fevereiro, começou a passar mal. Durante o atendimento, foi feita a solicitação de prioridade para o bebê no Hospital Regional de Aquidauana, com transferência programada para pouco antes da meia-noite.

Segundo o pai, a ambulância já estava na frente do hospital quando os médicos cancelaram a vaga em Aquidauana e mandaram o bebê de volta para o quarto da mãe. Na manhã do dia seguinte, sábado, ele voltou à unidade para ver a esposa e o filho, mas não encontrou o menino.

Chorando, Francinete contou ao marido que o filho estava muito quieto e teve sangramento no nariz, por isso foi levado do quarto. Ao procurar o médico, o homem a morte do filho recém-nascido.

Depois de receber a notícia da morte de Arthur, Francinete foi submetida a exame de sangue, que constatou anemia e suspeita de dengu. Por conta disso, precisou ser transferida para Aquidauana ainda no sábado.

A mulher foi levada direto para UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) em estado grave. Na unidade, a equipe médica explicou ao marido de Francinete que o quadro de saúde era grave, com necessidade de ser submetida a cirurgia. A intenção era saber se algum órgão estava perfurado, mas nada relevante foi encontrado.

Depois do procedimento, nova complicação surgiu, segundo o boletim de ocorrência, e os médicos optaram por nova intervenção cirúrgica. Tentaram aguardar o quadro de saúde da paciente melhorar, mas a situação estava tão instável que a espera seria pior. No dia 14 de fevereiro, Francinete foi novamente operada.

No dia 15 de fevereiro, mais uma intercorrência. Ela sofreu parada cardíaca e não resistiu. Para a polícia, o marido da paciente afirmou que a morte da mulher e do filho foi consequência de negligência médica da equipe do Hospital Municipal Francisco Sales, por isso resolveu procurar a delegacia.

Ele contou que Francinete fez todo o acompanhamento pré-natal e a gravidez ocorreu normalmente. Lembrou também da mulher narrando que antes da cesariana um dos médicos “empurrou a cabeça do bebê de volta” para o ventre dela.

O caso é investigado como morte a esclarecer. A reportagem procurou o hospital e a informação é de que o responsável só poderá atender a reportagem amanhã a partir das 8h. (Colaborou Maressa Mendonça)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Família faz empréstimo para repetir retirada de vesícula depois de cirurgia feita pelo SUS

Mesmo havendo decisão judicial favorável para que estado providencie procedimento, eles arcarão com custo de R$ 13 mil pois consideram caso emergência…


A paciente que foi submetida a retirada de vesícula no mês de novembro, passou mal e descobriu que ainda tinha o órgão no corpo passará por novo procedimento hoje. Marines Blaco Nogueira da Silva, de 58 anos, seguiu com dores e a realização de um exame determinado pela justiça constatou pedras no órgão, que precisa ser retirado. A família decidiu fazer um empréstimo para um novo procedimento pela rede particular.
Uma decisão judicial do último dia 20 determinou que a cirurgia fosse providenciada pelo Governo do Estado em 10 dias, sob pena de multa. Considerando o prazo para intimação e o receio de descumprimento a família tomou a decisão para tentar resolver o problema de uma vez por todas.
“Nos falaram que o caso dela é emergência. Ela está com os olhos amarelados, não pode esperar. A cirurgia custa R$ 13 mil e não tínhamos o dinheiro. Foi feito um empréstimo para cobrir’, conta a filha Simone da Silva.
Ela conta que chegou a ser procurada pelo médico que fez o primeiro procedimento orientando a refazer a cirurgia pelo SUS amanhã (27) em um hospital de Cascavel, com outro profissional, mas eles estranharam a atitude e decidiram não fazer.
A família está buscando outros pacientes que possam ter passado por problema parecido, inclusive uma mulher que seria moradora de Ibema e fez a cirurgia no mesmo dia (04/11/2019). O contato pode ser feito pelo telefone 45 9.9902-5571.

O caso

O procedimento foi feito no Hospital Santa Simone, em Corbélia, pelo SUS. O hospital afirma que trata-se de um caso raro de duplicidade de vesícula. Eles dizem ainda o órgão retirado do corpo da mulher passou por exame de DNA que comprovou que de fato a retirada do primeiro órgão ocorreu.
A família não acredita que a mulher tinha duas vesículas no corpo e diz que nenhum exame apontou isso. Para eles houve erro médico. O Ministério Público acompanha o caso.
CGN procurou o Governo do Estado para um posicionamento.

Agevisa ressalta que erro de medicação é questão de saúde pública; segundo OMS


A Agência Estadual de Vigilância Sanitária reservou as edições do período de Carnaval do informativo radiofônico Momento Agevisa para alertar os paraibanos sobre os riscos de erros de medicação – um problema que pode afetar qualquer pessoa que precise tomar algum tipo de medicamento, seja em sua casa, por meio da compra de remédios mediante receituário médico, seja em unidades de saúde, onde as medicações são ministradas por profissionais qualificados, mas passíveis de cometer erros.
Recorrendo a Boletim de Farmacovigilância publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária no final de janeiro passado, a Agevisa/PB informou que “entende-se por erro de medicação qualquer ocorrência evitável que possa causar ou induzir ao uso inadequado de medicamentos ou danos ao paciente enquanto o medicamento está sob os cuidados do profissional de saúde, do paciente ou do consumidor”. Tais eventos, segundo o documento, “podem estar relacionados à prática profissional, aos produtos, procedimentos e sistemas de saúde, incluindo prescrição, comunicação entre profissionais, rotulagem, embalagem, nomenclatura, composição, dispensação, distribuição, administração, educação, monitoramento e uso”.
Receitas médicas “Dentre os fatores aos quais podem ser atribuídos os erros de medicação, merece destaque um (em especial) bastante conhecido da população e que tem referência direta com o processo de prescrição por parte da maioria dos profissionais de Medicina. Trata-se da escrita dos nomes dos medicamentos e das informações de uso presentes nas receitas médicas, na grande maioria dos casos de difícil entendimento e tradução pelos pacientes e, muitas vezes, por parte dos próprios funcionários das farmácias e drogarias”, explicou a Agevisa, e enfatizou:
“Se as pessoas não conseguem traduzir fielmente os nomes, indicações e instruções de uso impressos nas receitas, há aí uma grande possibilidade de se tomar um medicamento errado (diferente do que foi prescrito pelo médico) ou mesmo de se tomar um medicamento certo de forma errada, ou seja, de modo diverso das instruções grafadas no receituário pelo profissional de Medicina”.
Neste ponto em particular, a Agevisa ressaltou a importância de se prestar muita atenção nos medicamentos que se consome; de só tomar medicamentos mediante prescrição médica, e de solicitar aos profissionais de Medicina que escrevam nas receitas os nomes dos medicamentos e o modo de usá-los com letras legíveis e de fácil entendimento.
Saúde pública e segurança do paciente  No Brasil, há hoje uma cultura no sentido da garantia da segurança do paciente nos serviços de saúde. Tal objetivo é defendido e acompanhado de perto pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), que tem coordenação geral da Anvisa e participação ativa das Vigilâncias Sanitárias estaduais e municipais.
Com base nessa cultura, os serviços de saúde têm se empenhado no sentido de fornecer uma assistência segura aos seus pacientes. Mesmo assim, conforme destacado no Momento Agevisa, sempre há o risco da ocorrência de eventos adversos capazes de comprometer a saúde e até a vida das pessoas que buscam atendimento médico, sendo a infecção hospitalar o mais conhecido de todos.
Morbidade e mortalidade Apesar de a infecção hospitalar figurar entre os erros adversos mais comuns nos serviços de atenção à saúde, os erros de medicação constituem um grande problema de saúde pública e são responsáveis pela ocorrência de hospitalizações, morbidade, mortalidade e aumento dos custos em saúde em todo o País. Conforme descrito no Boletim de Farmacovigilância nº 08/2019, da Anvisa, disponível no portal.anvisa.gov.br, a segurança no uso de medicamentos faz parte do amplo contexto da segurança do paciente e é um elemento essencial para a garantia da qualidade nos serviços de saúde.
Os medicamentos, de acordo com o boletim, podem causar danos graves à saúde das pessoas se tomados incorretamente, monitorados insuficientemente, ou se a ingestão resultar de um erro, acidente ou problemas de comunicação.
Fatores que podem gerar erros de medicação Para auxiliar na identificação dos erros de medicação, a Organização Mundial de Saúde elencou alguns fatores principais que podem contribuir para o surgimento de tais episódios. Segundo a OMS, podem gerar erros de medicação fatores associados aos profissionais de saúde, aos pacientes, ao ambiente de trabalho, aos próprios medicamentos, às tarefas desempenhadas pelos profissionais, aos sistemas de informação computadorizados e à interface entre as atenções primária e secundária.
Treinamento insuficiente – O primeiro fator está associado aos profissionais de saúde e pode ser favorecido pelos seguintes problemas: falta de treinamento a respeito da terapia adotada; experiência e conhecimento insuficientes sobre medicamentos; pouco conhecimento do perfil do paciente; percepção inadequada do risco; sobrecarrega e fadiga; problemas de saúde físicos ou emocionais, e, por fim, escassa comunicação entre profissionais e pacientes.
Características dos pacientes O segundo fator está ligado aos pacientes e diz respeito a características como personalidade, grau de instrução e barreiras de linguagem, tendo referência também com a complexidade de cada caso clínico, incluindo múltiplas condições de saúde, polifarmácia e o uso de medicamentos de alto risco.
Ambiente de trabalho  De acordo com a OMS, erros de medicação também podem ser provocados por fatores associados ao ambiente de trabalho, como, por exemplo, grande carga de obrigações e tempo insuficiente para cumpri-la; distrações e interrupções provocadas por outros profissionais e/ou pacientes; falta de procedimentos e protocolos padronizados, insuficiência de recursos e questões relacionadas ao ambiente físico de trabalho (iluminação, temperatura, ventilação etc.).
Rótulos, embalagens e atividades repetitivas Os nomes dos medicamentos e os rótulos e embalagens também podem induzir a erros de medicação. Tais ocorrências podem ainda ser provocadas por fatores associados às tarefas dos profissionais de saúde, com destaque para os sistemas repetitivos de prescrição, processamento e autorização, e para o monitoramento dos pacientes – procedimento este que depende da prática clínica, do prescritor, do próprio paciente e dos outros ambientes onde este recebe cuidados.
Comunicação precária  Outro fator relacionado pela Organização Mundial de Saúde como gerador de erros de medicação está associado à “interface entre as atenções primária e secundária”, relação esta marcada por uma qualidade limitada de comunicação e por poucas justificativas para as recomendações feitas pela atenção secundária.
Erros geram custos globais excessivos
Segundo dados do Boletim de Farmacovigilância nº 08/2019, publicado no portal.anvisa.gov.br no final de janeiro passado, estima-se em 42 bilhões de dólares os custos globais anuais associados aos erros de medicação.
No Brasil, também conforme o boletim da Anvisa, estudo realizado em unidades de clínica médica de cinco hospitais públicos de ensino das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste identificou 1.500 erros de medicação relacionados à administração de medicamentos, demonstrando que 30% das doses administradas continham alguma falha.
Relacionadas a horário (77,3%), dose administrada (14,4%), via de administração (6,1%), uso de produto não autorizado (1,7%) e a erro cometido pelo paciente (0,5%), tais ocorrências envolveram especialmente medicamentos de administração parenteral (48,5%) e oral (46%). Os medicamentos mais comumente relacionados aos erros pertenciam aos grupos utilizados para o sistema cardiovascular, sistema nervoso, trato alimentar e metabolismo e anti-infecciosos de uso sistêmico.
Desafio global  Em março de 2017, a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou como 3º Desafio Global para Segurança do Paciente a redução, em 50%, dos danos relacionados aos erros de medicação em todo o mundo.
Nesse sentido, os países foram convocados a adotar medidas prioritárias em três áreas de ação: polifarmácia (em que um paciente utiliza múltiplos medicamentos para diferentes doenças), situações de alto risco (relacionadas a medicamentos com alto risco de dano se utilizados de forma incorreta) e transições de cuidado (que diz respeito à transição dos pacientes entre os níveis de atenção à saúde). A estratégia tem foco nos pacientes e na comunidade, nos profissionais de saúde, nos próprios medicamentos e nos sistemas e práticas de medicação.
No âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária brasileiro, o desenvolvimento e a implantação de programas e estratégias de prevenção de erros de medicação é estimulado pela Anvisa de forma integrada entre todos os setores do sistema de saúde, incluindo os profissionais envolvidos e os pacientes.
VigiMed facilita notificações  A Anvisa também defende que os erros de medicação sejam regularmente notificados em todos os níveis de assistência em saúde, uma vez que as notificações são fundamentais para a identificação dos erros, permitindo a adoção de medidas para evitá-los. Para tanto, a agência disponibiliza no endereço portal.anvisa.gov.br/vigimed  o sistema VigiMed, que é uma ferramenta onde os cidadãos e os profissionais de saúde podem relatar eventos adversos a medicamentos e vacinas.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Família denuncia erro médico após bebê morrer em parto violento



Vitória da Silva, de 16 anos, viveu momentos desesperadores na sala de cirurgia do Hospital Geral de Guaianazes, na zona leste de São Paulo. A equipe médica insistiu no parto normal, mesmo com os batimentos cardíacos do bebê fracos. Pietro Henrique nasceu depois de 22 horas e lutou pela vida durante 15 dias, mas não resistiu.


Caso Bruna: repercussão gera novas denúncias de negligência médica

Bruna Bonifácio perdeu a vida recentemente em um suposta caso de
negligência médica

Estância Velha Encorajados pelo Caso Bruna, em que a negligência e ausência de tratamento médico adequado pode ter sido o propulsor da morte da estanciense, novos relatos de negligências que aconteceram no Hospital Getúlio Vargas foram denunciados. As histórias, por sorte, não tiveram o mesmo fim da cabeleireira, mas apontam erros e descasos com pacientes.
O primeiro deles aconteceu há cerca de um ano e meio. A moradora de São José do Hortêncio, Lisiane Cristina Pommer, 30 anos, levou seu filho, de apenas 6 meses, ao hospital. Ele estava com bronquiolite. De acordo com a mãe, o menino não recebeu assistência pediátrica correta por quase 24h, tendo passado por dois profissionais que não lhe deram atenção. Somente uma terceira médica percebeu a gravidade da situação e indicou a transferência para um hospital referência.
Lisiane conseguiu que a criança fosse encaminhada ao Hospital Regina, em Novo Hamburgo, onde descobriu que, se permanecesse por mais algumas horas sem tratamento adequado, o pior poderia ter acontecido. Além disso, os dois primeiros médicos que atenderam o paciente o medicaram sem levar em conta um problema cardíaco que a criança sofria. Contudo, como houve tempo para correção do tratamento, a criança se recuperou e ganhou alta na semana seguinte.
Outro caso
A aposentada Mara de Lima Silva, 56, também acusa um caso de negligência. Ela sofreu um acidente doméstico no último dia 24 de dezembro. Ao procurar o hospital, com dores no punho, ela ouviu que seu caso não era de fratura. Recebeu remédios para dor e a sugestão de que imobilizasse o local. “Com a medicação, praticamente não sentia dores durante as férias, mas, ao voltar ao trabalho, dia 13 de janeiro, passei a não suportar a lesão e procurei novamente um médico”, conta.
No Posto de Saúde do Centro ela descobriu que havia, sim, sofrido fratura e, desde então, está sem trabalhar e sem receber nada pelo afastamento. “Apenas com um exame de raio-x poderia ter sido identificada a lesão. Se isso tivesse sido feito na hora, já poderia estar curada e trabalhando”, afirmou.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Pai denuncia maternidade de Cruzeiro do Sul por negligência após morte do filho


O autônomo Lázaro da Silva Bezerra procurou a Delegacia de Polícia de Cruzeiro do Sul nessa segunda-feira, 24, para denunciar a morte do filho, ocorrida na Maternidade no município na última sexta-feira, 21. Segundo ele, houve demora na realização do parto e a criança já estava sem vida quando foi realizada a cesariana em sua esposa.

Lucimeire da Silva Bezerra conta que fez todo o pré-natal e que no sábado, dia 15, quando realizou uma ultrassonografia na Maternidade, já estava perdendo líquido e sangue, mesmo assim o médico teria a mandado de volta para casa.

Na última quarta feira, em uma Unidade Básica de Saúde, foi confirmada a dilatação e na sexta Lucimeire foi para a Maternidade. Segundo ela, depois de mais de três horas, vendo que não haveria parto normal, as enfermeiras acionaram o médico, mas já era tarde. O filho do casal nasceu morto. “E ainda por cima me colocaram na sala onde todas as mães estavam felizes com seus filhos no colo. Foi triste para mim”, conta ela.


Na Delegacia Geral de Cruzeiro do Sul, o pai da criança foi orientado a procurar a Delegacia da Mulher e da Criança na próxima quinta feira, 27, quando o expediente será normalizado. “Eu deveria estar com meu filho no colo agora e não estou por negligência na Maternidade de Cruzeiro do Sul. E são muitos casos por causa da má vontade no atendimento”, diz ele.

Na Maternidade de Cruzeiro do Sul, a informação é que um Procedimento Administrativo deve apurar as causas da morte da criança.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Família denuncia hospital por negligência após paciente perder visão e movimentos de braços e pernas

Denúncia foi protocolada no MPRR contra o Hospital Geral de Roraima (HGR)


Ângelo contraiu catapora, ficou cego e perdeu movimento dos
 braços e pernas

A família de Ângelo Ryan da Silva, 13 anos, morador do município de Caracaraí, protocolou uma denúncia no Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR), na última semana, contra o Hospital Geral de Roraima (HGR). A alegação seria de que a criança foi vítima de negligência médica durante os dois meses que ficou internada na undiade de saúde.
Em entrevista ao Roraima em Tempo, a prima do paciente, Lorena Ferreira, afirmou que Ângelo é autista e tem hidrocefalia. Ela contou que após ser internado no HGR, o menino contraiu catapora, ficou cego dos dois olhos e perdeu o movimento dos braços e pernas.
"Ele ficou cego, perdeu os movimentos e até agora ele não foi encaminhado para nenhum especialista. Nunca passaram o laudo e a cada dia que passa ele está ficando mais debilitado, com risco de contrair mais infecções", relatou. 
Conforme ela, o paciente foi encaminhado para unidade hospitalar no mês de dezembro por apresentar fraqueza, dor de cabeça e não conseguir se alimentar direito. Depois de uma série de exames, ele foi diagnosticado com infecção urinária e devido ao estado debilitado permaneceu internado no hospital.
"Ele ficou internado porque já estava muito fraco e muito debilitado, aproveitamos para conversar com um médico especialista para falar que ele é autista e tem hidrocefalia. Falamos um pouco sobre o estado de saúde dele, o médico disse que iria ver a situação para ver o que poderia ser feito em relação ao Ângelo, mas na verdade nada chegou a ser feito", explicou.
De acordo com a prima da criança, durante o período de internação no HGR Ângelo foi ficando cada vez pior. Segundo ela, depois de quatro dias internado na unidade, o menino foi encaminhado para o Hospital das Clínicas (HC), nesse momento a família percebeu que ele não enxergava e estava perdendo o movimento dos braços e pernas.
"Ângelo ficou alguns dias no HGR e foi encaminhado para o HC [Hospital das Clínicas] e percebemos que ele não estava enxergando e não acompanhava os movimentos que fazíamos. Além disso, as mãos dele também estavam perdendo o movimento. A médica que acompanhava viu que a situação era grave e encaminhou ele novamente para o HGR", informou.
Com isso, Ângelo permaneceu dois dias internados no HGR até ser transferido para o Hospital Lotty Íris. No local foi constatado que o menino havia contraído catapora durante o tempo de internação no HGR.
"Ele ficou um total de 22 dias internado na unidade, eles trataram da catapora e da infecção urinária, mas a visão dele não voltou e ele continuou sem o movimento dos braços e pernas e estava ficando cada vez mais fraco. Então novamente ele voltou a ser encaminhado para o HGR", narrou.
Lorena destacou ainda que, ao voltar para o HGR, Ângelo ficou internado em uma maca no corredor da unidade, sem receber assistência e correndo o risco de cair. Ela narra que somente depois de muita briga, o menino foi encaminhado para uma maca maior no leito, local onde continua internado.
"Desde que foi internado pela primeira vez ele só tem piorado, a única coisa que mudou até agora é que ele foi colocado em uma maca maior. Ainda não sabemos o que aconteceu ou qual é o diagnóstico dele", completou.


OUTRO LADO

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e a direção geral do HGR esclareceu que o paciente deu entrada na unidade na terça-feira (18) e no mesmo dia foi transferido para um leito no Bloco "D", onde está internado atualmente, recebendo toda a atenção de saúde da equipe médica.
"Salienta ainda que o paciente está sendo acompanhado por equipe multiprofissional e que o mesmo já se alimenta normalmente, sem necessidade do uso de sonda", citou um trecho da nota enviada à redação. 
A direção ressaltou ainda que o paciente passou por exame de ecocardiograma, o qual  apontou normalidade em seu estado de saúde. E já passou por avaliação oftalmológica.


Bebê recém-nascido morre por negligência médica e pais da criança resolvem entrar com ação contra o hospital

“Desde então eu não durmo, eu não como, eu só choro. Eu fiz tudo certo”, desabafou Daniele Marques sobre a morte da primeira filha

A filha do casal morreu 3 dias após o nascimento

No dia 28 de dezembro o casal Daniele Marques e Marcelo Nascimento deram entrada na maternidade do Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth para Daniele dar à Luz a primeira filha da relação.

Acontece que a mãe ficou horas esperando por atendimento e se encontrava em um quadro complicado de dores e pressão alta. “Fui pra nada. Passei a noite esperando por algum exame ou consulta que não aconteceram. De manhã, quando apareceu alguém para auscultar minha filha, os batimentos já estavam irregulares. Foi quando me mandaram pra cesárea de emergência. Ela já nasceu roxa, mas foi levada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal“, disse.

filha do casal nasceu com algumas complicações e três dias depois a primogênita  veio a óbito. “Desde então eu não durmo, eu não como, eu só choro. Eu fiz tudo certo. Só hoje vejo a negligência que sofremos no dia em que eu entrei lá, sentindo dor, e não fui atendida da maneira como deveria”, desabafou a mãe.

Daniele e Marcelo acreditam que se os procedimentos fossem realizado de for mais rápida a filha teria mais chances. Vale lembra que a criança chegou a fazer cocô dentro da barriga da mãe.

Em nota, o Hospital declarou que a paciente não deixou de ser atendida e que todos os procedimentos que poderiam ser realizados foram aplicados. “A Direção reforça que vai buscar esclarecimentos junto aos profissionais para saber o que de fato ocorreu”, concluiu.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Após sofrer acidente, homem não recebe atendimento médico por ser confundido com morador de rua no MA

Caso aconteceu no município de Santa Inês, a 250 km de São Luís. Família da vítima alega que ele chegou a ficar 12 horas sem ser atendido no Hospital Municipal após ter sofrido o acidente.


Homem é confundido com mendigo e não recebe atendimento médico
em Santa Inês

A família de Genilson Alves da Silva, 31 anos, denuncia que ele não teria recebido atendimento no Hospital Municipal de Santa Inês, a 250 km de São Luís, porque teria sido confundido com um morador de rua. O caso aconteceu na última sexta-feira (14) e a vítima deu entrada no hospital após ter sofrido um acidente de trânsito.

De acordo com a irmã da vítima, Gracilene Alves, ao questionar a equipe médica o motivo do descaso, uma das enfermeiras chegou a alegar que ele não foi atendido porque ‘achavam que era um mendigo’ e por estar sem documento de identificação.

“Eu perguntei porque ele não tinha sido atendido. E uma das enfermeiras simplesmente virou para mim e disse ‘a gente achava que ele era um mendigo’. Uns falaram que ‘ah, ele chegou sem documento’, não sei o que, querendo se justificar de todas as maneiras sendo que isso não tem justificação pra isso. Não interessa se ele tinha documento ou não. O que interessa é que ele é um ser humano e estava com um problema muito sério e precisava de atendimento. Eles estão ali para atender pessoas, não importa quem seja”, disse.

Segundo a família, Genilson Alves da Silva teria sido confundido com um
morador de rua em hospital de Santa Inês.

Genilson Alves sofreu o acidente na BR-316 em Santa Inês enquanto voltava de motocicleta para casa, após ter ido encontrar com amigos. Ele foi socorrido por uma equipe da Polícia Rodoviária Federal do Maranhão (PRF-MA) que foi ao local do acidente e acionou uma ambulância, que o levou para o hospital durante a madrugada.

Enquanto isso, a família procurava por Genilson após ele não ter chegado em casa pela manhã. Parentes chegaram a ir até o Hospital Municipal, mas não o encontraram. Os irmãos da vítima chegaram a registrar um boletim de ocorrência na Delegacia Regional de Santa Inês, mas só em seguida, ele foi localizado por um amigo em uma das enfermarias do hospital.

Genilson Alves da Silva sofreu acidente na BR-316 em Santa Inês (MA)

Gracilene Alves afirma que o irmão chegou a ficar mais de 12 horas sem atendimento médico, já que ele só foi atendido após ter sido localizado pela família. A situação revoltou os familiares da vítima que alegaram negligência do hospital e afirmam que vão levar o caso para a justiça.

“Que tome providência e para que não aconteça com outras pessoas. A gente tem que falar, a gente tem que falar, se a gente não falar a gente tem que gritar, escancarar, porque se você não falar eles vão deixar o tempo todo assim. Vai continuar fazendo assim com outras pessoas a atendendo quem eles quiserem”, afirmou.

Após uma avaliação médica, Genilson foi encaminhado para o Hospital Macrorregional de Santa Inês, onde foi submetido a exames onde foi constatado um traumatismo craniano. Em seguida, ele foi transferido para o Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I) em São Luís, onde passou por uma cirurgia e o estado de saúde dele é considerado grave.

A direção do Hospital Municipal de Santa Inês foi procurada e disse que as acusações da família não possuem fundamento porque o hospital prestou atendimento ao paciente.

Hospital Municipal de Santa Inês (MA) alega que prestou atendimento ao paciente

G1

Mãe perde bebê e acusa maternidade de negligência médica

Cozinheira segue internada na maternidade sem previsão de alta e disse que deve processar a unidade por negligência médica

Maternidade Nossa Senhora de Nazareth, onde ocorreu problema com
a gestante, é a única do Estado

A cozinheira Lucélia Rocha, 35 anos, que estava grávida de 39 semanas, perdeu a filha na segunda-feira (10) após sofrer um descolamento da placenta. Nesta quinta-feira (13), ela afirmou ao Roraima 1 que houve negligência médica e chegou a ser tratada com grosseria por duas servidoras da Maternidade Nossa Senhora de Nazareth.

Segundo ela, o bebê morreu devido à demora e à falta de atenção da médica que prestou o primeiro atendimento. “Se [a médica] tivesse me dado um pouco mais de atenção, isso não teria acontecido. O atendimento nessa maternidade é desumano”, disse.

Lucélia deu entrada na maternidade no domingo (9), após sentir dores de cabeça. Depois de um breve atendimento e aferição da pressão, ela foi liberada. No dia seguinte, retornou à unidade após sentir contratações e com pressão alta. Segundo ela, o parto seria normal.

Ao ser atendida pela médica e uma técnica em enfermagem, foram feitos procedimentos de praxe e, na ocasião, ainda de acordo com Lucélia, elas foram arrogantes e a técnica chegou a machucá-la durante o exame de toque.

Após isso, a cozinheira foi liberada para que fosse para casa tendo em vista que não estava em trabalho de parto. “Naquele momento, eu já estava com muita dor e a médica nem olhou na minha cara direito, não ouviu o coração da bebê. Ela não me deu um pingo de atenção”.

Ao sair da sala, ela foi questionada por outro servidor se estava se sentindo bem. A cozinheira foi colocada em uma cadeira de rodas para que fosse encaminhada ao atendimento. Na ocasião, a mesma médica disse que ela não precisava ser atendida, pois se tratava apenas de um quadro de pressão baixa.

Certidão atesta como causas da morte
do bebê deslocamento da placenta
 e síndrome hipertensiva
“Uma enfermeira viu que eu não estava bem e chamou outro médico que me encaminhou para a sala de ultrassonografia, pois ele não havia sentido movimento na minha barriga. Foi quando confirmamos que a bebê estava morta. Por causa disso, tive hemorragia interna e foi necessário retirar o meu útero”, relatou.

A cozinheira segue internada na maternidade sem previsão de alta e disse que deve processar a unidade por negligência médica.

Falta de médico 

Uma assistente administrativa, de 37 anos, grávida de 37 semanas também relatou à reportagem que, desde 31 de janeiro, o Centro de Referência de Atendimento à Mulher, responsável por fazer o acompanhamento da gestante com gravidez de risco, não conta com médico obstetra para o pré-natal.

Ela afirma ainda que, mesmo sem médico, a direção do Centro não encaminha as gestantes para outras unidades a fim de que elas possam continuar o acompanhamento nem dão previsão de quando o atendimento será normalizado.

“Como não tenho condições de ter o parto normal, corro risco de perder o bebê, pois não há médico para dar o encaminhamento para a maternidade”, declarou.

A gestante disse que procurou a direção da unidade para saber quando o atendimento deve voltar ao normal, mas até agora não obteve resposta.

Apuração

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) informou que a direção geral do Hospital Materno-Infantil Nossa Senhora de Nazareth irá apurar o caso e encaminhar a situação aos órgãos de fiscalização.

A direção da maternidade reforça que todas as sugestões e reclamações podem ser feitas por meio da ouvidoria, disponível na unidade, das 7h às 19h. Salienta também que presta toda a assistência necessária às situações de emergência, por meio do Serviço Social.

Em relação ao serviço prestado no Centro de Referência da Saúde da Mulher, a direção afirmou que atualmente enfrenta deficit no quadro de profissionais, uma vez que três médicos estão afastados, provisoriamente, por motivo de saúde, e um afastado de forma definitiva. Desta forma, ainda segundo a nota, a unidade conta com um médico que está atendendo as pacientes pré-agendadas.

A nota destaca que a direção da maternidade já informou a Sesau e foi comunicada de que está sendo providenciada a contratação de profissionais para atender a demanda, de forma que até o fim da próxima semana os profissionais já estejam atuando na unidade.