Quatro óbitos em uma semana aconteceram no único pronto socorro infantil da rede pública. Secretaria de Saúde explica que pacientes chegaram na unidade em estado grave.
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Pronto Atendimento Infantil (PAI), em Macapá, é o único para atendimento de crianças na rede pública (Foto: John Pacheco/G1) |
O Ministério Público do Amapá (MP-AP) abriu investigação para apurar a morte de pelo menos quatro crianças em menos de uma semana que estavam no aguardo de leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto Atendimento Infantil (PAI), em Macapá. O local é o único pronto socorro da rede pública.
A busca por leitos na UTI é demorada por causa da superlotação identificada em vistorias feitas pelo MP-AP no prédio. No caso das crianças que morreram esperando, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) explicou que elas já chegaram em situação grave na unidade de saúde.
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Autônomo Éverton Góes perdeu filha de 1 ano e 3 meses (Foto: Reprodução/Rede Amazônica) |
Um dos casos foi a filha de um ano e três meses do autônomo Everton Góes, que contou a situação que passou no PAI, com pacientes internados em cadeiras e esperando por vagas nos corredores do local. A UTI do local conta atualmente com apenas 10 leitos.
"O médico falou que era para ela [filha] ter ido para a UTI e ela não foi. O que aconteceu comigo espero que não aconteça com nenhuma criança", lamentou o pai, emocionado.
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Vistorias do MP-AP identificaram crianças internadas em cadeiras nos corredores (Foto: Reprodução/Rede Amazônica) |
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