sexta-feira, 21 de julho de 2017

MP investiga mortes de crianças no Amapá que esperavam leitos na rede pública

Quatro óbitos em uma semana aconteceram no único pronto socorro infantil da rede pública. Secretaria de Saúde explica que pacientes chegaram na unidade em estado grave.
 
Pronto Atendimento Infantil (PAI), em Macapá, é o único para atendimento de crianças na rede pública
 (Foto: John Pacheco/G1)
 
O Ministério Público do Amapá (MP-AP) abriu investigação para apurar a morte de pelo menos quatro crianças em menos de uma semana que estavam no aguardo de leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto Atendimento Infantil (PAI), em Macapá. O local é o único pronto socorro da rede pública.
 
A busca por leitos na UTI é demorada por causa da superlotação identificada em vistorias feitas pelo MP-AP no prédio. No caso das crianças que morreram esperando, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) explicou que elas já chegaram em situação grave na unidade de saúde.
 
Autônomo Éverton Góes perdeu filha de 1 ano e 3 meses
(Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
 
Um dos casos foi a filha de um ano e três meses do autônomo Everton Góes, que contou a situação que passou no PAI, com pacientes internados em cadeiras e esperando por vagas nos corredores do local. A UTI do local conta atualmente com apenas 10 leitos.
 
"O médico falou que era para ela [filha] ter ido para a UTI e ela não foi. O que aconteceu comigo espero que não aconteça com nenhuma criança", lamentou o pai, emocionado.
 
Vistorias do MP-AP identificaram crianças internadas em cadeiras nos corredores
 (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
 

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