segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Erro médico: 1 paciente a cada 4 é prejudicado mas ninguém fica sabendo

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Considerado uma espécie de tabu entre profissionais de saúde, os erros médicos (que, estima-se, prejudicam um a cada 4 pacientes hospitalizados) são tema do livro “Unaccountable: What Hospitals Won’t Tell You and How Transparency Can Revolutionize Health Care” (“Irresponsável: O que Hospitais não irão lhe contar e Como a Transparência pode Revolucionar a Assistência Médica”, sem tradução no Brasil).
Seu autor, o cirurgião Marty Makary, descreve certos tipos de médicos, tais como:
 
  • Os perigosos, que continuam exercendo a medicina graças ao silêncio de seus colegas;
  • Os “da Idade da Pedra”, que não se atualizam, mantém práticas defasadas e não lhe contam isso;
  • Os obcecados por lucro, que recebem “comissões” de laboratórios e empresas e aparelhos
  • médicos para prescrever determinados remédios ou implantes de aparelhos.

    Expostos, muitos médicos se sentiram de certa forma “atacados” pelo livro. Contudo, para cada um desses, há cinco outros que agradecem a Makary por “contar a história por trás das estatísticas”, diz o autor.
     
    Ele conta que escreveu o livro porque deseja mudar o sistema de saúde dos Estados Unidos (embora outros países possam seguir o exemplo) de dentro para fora. Não acredita, porém, que o Estado ou o mercado possam fazê-lo: “São os pacientes que podem mudar o sistema”, aponta. Como? Sendo “consumidores” mais criteriosos da assistência médica, da mesma maneira que fazem ao adquirir outros serviços ou produtos.
     
    Para ajudar, Makary dá alguns conselhos:
     
  • Se não souber se o médico é bom ou não, pergunte aos funcionários do hospital;
  • Procure informações sobre sua condição em sites confiáveis e descubra opções de tratamento (nota: ele não diz que dados da internet substituem o diagnóstico de um especialista);
  • Quando o médico sugerir que você passe por uma cirurgia, faça algumas perguntas: O que acontece se você não passar pela cirurgia? Quais as alternativas? Quais os riscos e benefícios?
  • Peça uma segunda opinião.

  • E você, leitor, acredita que usuários vão conseguir melhorar a assistência médica oferecida no Brasil?[CNN]
     
     

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