terça-feira, 31 de maio de 2022

Mãe será indenizada em R$ 100 mil após perder o filho durante o parto em Rio Branco

Um caso inusitado que causou comoção na cidade de Rio Branco, no Acre, resultou em condenação ao estado através de ação de indenização por danos morais movida pelo escritório Dantas e Boabaid, com sede em Porto Velho.


A jovem Sayonara de Souza Simão, de 29 anos, perdeu seu filho, Salomão, no dia do parto, no Hospital Santa Juliana, em Rio Branco, no dia 05 de dezembro de 2020, após uma série de negligências médicas.

Tudo começou no dia 30 de novembro de 2020, quando Sayonara foi até à Unidade Básica de Saúde São Francisco, sendo avaliada por uma médica. Posteriormente, uma enfermeira verificou a ultrassonografia da gestante e informou que ela estava com 41 semanas de gestação. Pelos cálculos da mãe, ela já estava com nove meses completos.

Já no dia 05 de dezembro, Sayonara foi atendida pelos médicos Richard F. P. Rodrigues e John L. M. Pinheiro, que solicitaram exame de Cardiotocografia, que avalia a vitalidade fetal antes do nascimento. O resultado do exame teve como resultado “normal”, sendo apresentado para os médicos de plantão.

O médico John Pinheiro foi até a sala onde estava a gestante e a indagou sobre ela estar sentindo dores. Ao ser informado que Sayonara não estava com dores, o médico afirmou que iria atender outras emergências e que, se quando ele voltasse a gestante ainda estivesse sem dores, iria induzir o parto normal.

Tal indução ocorreria com a colocação de uma pílula do medicamento Cytotec dentro da vagina da gestante para forçar o parto normal. Desesperada, a mãe pediu para que não colocassem o medicamento dentro dela. O médico John retornou momentos depois e pediu para que a mãe ficasse na posição ginecológica. Foi visto que ela estava com apenas quatro centímetros de dilatação, sendo necessários, no mínimo, 10 centímetros para que o parto normal pudesse ser feito.

Por volta das 15h30, sem autorização da mãe e sem que ela percebesse, o médico introduziu o Cytotec em sua vagina e pediu para que ela permanecesse na sala de observação por uma hora. Posteriormente, ela seria encaminhada para outra sala.

Novamente, a gestante foi colocada em posição ginecológica e o médico pediu para que a enfermeira ouvisse os batimentos cardíacos do bebê. A enfermeira apresentou a análise ao médico, que informou à Sayonara que seu bebê poderia estar morto. Ao ser questionado pela gestante, o Dr. Afirmou que não havia ocorrido mais dilatação no colo do útero.

Diante da situação clara de negligência médica, a advogada Ada Dantas Boabaid entrou com ação de danos morais contra o Hospital Santa Júlia. “É evidente que caso os médicos tivessem dado a devida importância ao caso estado em que se encontrava a paciente, seu bebê tão esperado e amado ainda no ventre, não teria ido à óbito”, salientou a advogada.

Após quatro meses de investigação, a Polícia Civil do Estado do Acre concluiu o inquérito sobre a morte do bebê. Oito profissionais da saúde, sendo quatro médicos e quatro enfermeiros, foram indiciados pelo crime de aborto praticado por terceiros.


Na última quinta-feira (19), houve a audiência de instrução de julgamento por videoconferência. Por fim, o Juiz Anastácio Lima de Menezes Filho, julgou procedente a ação e condenou o Estado do Acre e Hospital Santa Juliana.

“A paciente estava em trabalho de parto, já havia feito outros partos normais e naquele dia pediu para que fosse feito uma cesariana tendo em vista que não sentia muitas dores, mas passava de 41 semanas de gestação. O médico insistiu em fazer a indução e sem a autorização da paciente introduziu pílulas de Cytotec para acelerar o parto e a deixou mais de seis horas sem observação, o que causou a morte do bebê. Nesses casos a má prestação de serviço resta configurada, ainda que seja no serviço público” destacou a Dra. Ada Dantas Boabaid.

“Isso posto, rejeitando todas as preliminares, julgo procedente os pedidos formulados para condenar o Estado do Acre e o Hospital Santa Juliana a, solidariamente, pagar para a autora as seguintes verbas:

1 – Indenização por danos morais, no valor de R$100.000,00 (cem mil reais). Referida quantia deverá ser atualizada pelo IPCA-E, com juros aos patamares da caderneta de poupança, ambos contados da data de hoje (data do arbitramento), 19 de maio de 2022.

2 – Indenização por danos materiais, no valor de 552,72 (quinhentos e cinquenta e dois reais e setenta e dois centavos). Referida quantia deverá ser atualizada pelo IPCA-E, com juros aos patamares da caderneta de poupança, ambos contados da data do desembolso, 27 de janeiro de 2021”.


Planeta Folha


População revoltada com o Prefeito Cicero revela em vídeo descaso na saúde em João Pessoa

 

Há bastante tempo que a população vem fazendo criticas ao Governo de Cícero Lucena, que já trocou em menos de 1 ano e 5 meses, três Secretários de Saúde


O gabinete odontológico que fica no Posto Médico de Mangueira VIII (Cidade Verde) inundado pela água


Um Vídeo que circula pelas redes sociais em João Pessoa nesta segunda-feira (30), aponta o descaso aparente do Governo Cícero Lucena.

O gabinete odontológico que fica no Posto Médico de Mangueira VIII (Cidade Verde) inundado pela água, e equipamentos avariados.

Uma Mulher que narra os fatos no Vídeo mostra a cadeira do Odontólogo quebrada, coberta por água, forro do Posto avariado, e ela completa sua indignação, que a cena “há muito tempo acontece” naquela Unidade de Saúde, e não “foi por causa das chuvas” que atualmente assolam a Capital.

Há bastante tempo que a população vem fazendo criticas ao Governo de Cícero Lucena, que já trocou em menos de 1 ano e 5 meses, três Secretários de Saúde.

As pessoas que moram na Cidade Verde continuam sem atendimento médico, principalmente odontólogo neste instante.


segunda-feira, 30 de maio de 2022

Por falta de material, paciente denuncia espera de 15 dias para fazer cirurgia no Hospital de Picos

 


Na manhã desta sexta-feira (27) a reportagem do cidadeverde.com/picos recebeu a denúncia sobre um suposto caso de negligência hospitalar ocorrida no Justino Luz, em Picos. A família da paciente, Maria Rosimeire Xavier Oliveira, relatou que a mesma esperou 15 dias para passar por um procedimento de cirurgia ortopédica em razão da falta de material e equipamentos dentro da unidade de saúde.

Segundo Maria Eliane da Silva Xavier Oliveira, um acidente automobilístico ocorrido no dia 13 de maio envolvendo a família, atingiu gravemente sua irmã Rosimeire e a mãe que foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Regional. 

“Minha mãe teve uma fratura no rosto e na clavícula, minha irmã teve um corte craniano e quebrou a clavícula, a coluna ficou fraturada em três locais. Minha mãe foi operada, porém a minha irmã só foi operada hoje, sexta. Compramos toda a medicação que ela está usando, sempre que procurávamos saber o porque dela não ter passado pela cirurgia era informado de que faltava equipamento, material”, afirmou Maria Eliane da Silva Xavier Oliveira.

Em vídeo, Maria Eliane explica sobre o acidente e a busca pela cirurgia da irmã. Confira!


A família da Maria Rosimeire que denuncia a negligência hospitalar ainda contratou uma assessoria jurídica para atuar no caso. A reportagem do Cidadeverde.com/picos contatou o advogado Samuel Levi Rodrigues Lima, que relatou que na última quinta-feira (26) foi realizada in loco uma visita na unidade de Saúde.

“A família acionou a mim e o advogado parceiro Rozinaldo da Silva que realizou uma visita no Hospital. Foi verificada a situação, conversamos com o chefe do setor que nos informou que a cirurgia dela seria agendada para hoje sexta-feira (27)”, disse o advogado.

Situação dos corredores no Hospital de Picos


Compra de medicamentos
Segundo a família de Maria Rosimeire, os medicamentos que a mesma estava utilizando dentro do Hospital precisaram ser comprados, até mesmo de uso simples como dipirona para aliviar a dor. 

Nota fiscal das medicações compradas

O Hospital

O Cidadeverde.com/picos procurou a assessoria de Comunicação do Hospital Regional de Picos. A paciente Maria Rosimeire Xavier Oliveira foi submetida na manhã desta sexta-feira ao procedimento ortopédico. 

Nota enviada pelo Hospital de Picos

A direção do Hospital Regional Justino Luz esclarece que a paciente Maria Rosemeire Xavier Oliveira vem sendo acompanhado constantemente pela equipe médica da unidade, que também está oferecendo todo atendimento indicado para a melhora de seu quadro de saúde. Porém, com a alta demanda de cirurgias ortopédicas de urgência (fraturas expostas), pacientes internados tiveram suas cirurgias remarcadas e a paciente citada teve sua cirurgia ortopédica realizada na manhã desta sexta-feira, 27 de maio.

O hospital regional Justino Luz é uma unidade de saúde de urgência e emergência -porta aberta- e atende Picos e macrorregião, em torno de 60 municípios que necessitam referenciar seus pacientes para Picos. 

Por ter um fluxo significativo, o hospital implantou o serviço “Eu posso Ajudar” como forma de acolher e manter assistidos todos os que precisam esperar para serem atendidos, pois o atendimento é feito pela classificação de risco.

Como na maioria dos Hospitais no Brasil, aqui também estamos com dificuldades para adquirir Dipirona injetável (usado para aliviar dor e febre), o analgésico não é produzido no Brasil e o custo da importação aumentou, o que dificultou a indústria farmacêutica distribuir o fármaco, mas está sendo substituído por outros analgésicos. 

Reiteramos nosso compromisso e trabalho diuturnamente para oferecer um melhor serviço de saúde para os usuários do Justino Luz.






Pai denuncia morte do filho de 1 ano no Hospital Estadual de Parnaíba e pede justiça

 

Segundo o pai, o filho por negligência médica

Bebê morre após dar entrada no Hospital Dirceu Arcoverde, em Parnaíba

Antônio Francisco usou as redes sociais para denunciar que profissionais do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba, no litoral do Piauí, são acusados de matarem seu filho, um bebê de 1 ano e 3 meses.

Em um grupo de vendas da região, Antônio disse que seu filho estava com diarreia e o levou para o HEDA. Lá, a criança foi diagnosticada com desidratação e ele denuncia que os profissionais passaram uma hora furando seu filho e o drogaram porque o bebê estava muito agitado.

"Passaram uma hora furando ele e depois resolveram colocar na veia do pescoço. Drogaram meu filho porque ele estava muito agitado, depois disso meu filho começou a sentir uma falta de ar e febre de 40 graus. Intubaram ele e me entregaram meu filho morto. Quero justiça!", relatou o pai no Facebook.

A publicação já soma mais de 100 comentários e quase 200 compartilhamentos. Veja abaixo:

Em seu perfil, o pai ainda pediu para que as pessoas não levem seus filhos ao HEDA. "Venho aqui pedir a todos que amam seus filhos, nunca levem em um hospital cheio de irresponsável, abutres. Levei meu filho só com diarreia, ele estava sorrindo e me entregaram meu filho morto". 

A direção do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde e Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) ainda não se manifestaram sobre o caso. 

Pai e filho/ Foto: Facebook



Piauí Hoje




Sem refrigerador, unidade de saúde não aplica vacinas em Porto Alegre: 'descaso', diz mãe de bebê

 

Moradores do Parque dos Maias, no Rubem Berta, precisam ir a unidades de saúde a mais de 1 km de distância – sem a garantia de encontrar vacinas nesses locais. Secretaria da Saúde diz que equipamento está em conserto.


Cartaz na frente de unidade de saúde de Porto Alegre: 'geladeira estragada

Moradores de uma comunidade na Zona Norte de Porto Alegre não conseguem se vacinar na unidade de saúde que atende a região há mais de um mês. Na frente da Unidade de Saúde do Parque dos Maias, no bairro Rubem Berta, um cartaz explica o motivo do problema: a geladeira do posto está estragada, tornando impossível o armazenamento dos imunizantes.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) diz que a câmara fria estragou no dia 11 de abril. O equipamento está no setor de engenharia para conserto. O Grupo Hospitalar Conceição (GHC), responsável pelo serviço no local, afirma que aguarda a chegada das peças de manutenção até o fim de maio.

Tatiele Duarte dos Santos, de 36 anos, tem um filho de quatro meses apto a tomar a segunda dose da vacina pentavalente desde 7 de maio. Ela precisou ir caminhando até outra unidade de saúde, 1 km distante, e lá também não encontrou o imunizante.

"O posto que é da nossa comunidade não tem refrigerador para dar vacina. É um absurdo, um descaso com a comunidade", lamenta.

"A gente está fazendo um estudo para qualificar a rede de frio, para que a gente evite o máximo possível essa situação", sustenta Simone Faoro Bertoni, coordenadora técnica da Gerencia de Saúde Comunitária do GHC.

As unidades de saúde mais próximas ficam nos bairros Santa Rosa de Lima (1 km de distância), Jenor Jarros (1,2 km), São Cristóvão (1,3 km) e Nova Gleba (1,5 km). O bairro Rubem Berta, onde ficam os postos, é um dos mais populosos de Porto Alegre, com mais de 31 mil moradores, segundo a prefeitura.




domingo, 29 de maio de 2022

Gestante perde criança no parto em Mulungu e família denuncia demora em atendimento

 Mulher estava com nove meses e 20 dias de gestação e teve o parto recusado em duas ocasiões, antes de ser submetida a cesariana. Prefeitura investiga caso

Grávida perde criança e família acusa demora para fazer o parto em Mulungu

Uma grávida com mais de nove meses de gestação em Mulungu, na região do maciço de Baturité, Ceará, teve o parto recusado duas vezes no hospital municipal Waldemar de Alcântara, segundo denúncia da família. Na madrugada desta sexta-feira (27), a criança nasceu morta, e os parentes acusam os médicos de negligência. 

Segundo a avó da criança, a pensionista aposentada Maria Gorete Moraes, 60, a filha, Renata Moraes, era acompanhada semanalmente em razão da gestação já avançada. Na última terça-feira (24), a jovem de 27 anos foi encaminhada para a unidade de saúde, já com nove meses e 20 dias, para dar seguimento ao parto, que seria feito na maternidade de Baturité.

"A médica que estava de plantão não encaminhou para Baturité dizendo que ela não tinha entrado em trabalho de parto e mandou que viesse para casa esperar mais seis dias", afirma.

Já na quinta-feira (26), Gorete disse que a filha começou a sentir dores e a ter um sangramento. Em retorno ao hospital, foi atendida por outro médico que novamente não a encaminhou para o parto

"Dois dias depois, ela começou a sentir dores. O agente de saúde ligou para o hospital, pediu um carro pra levar ela, mas lá o médico disse que o colo do útero não estava aberto suficiente para o parto e negou, dizendo para fazer nova avaliação no dia seguinte. Mas na noite do mesmo dia as dores e o sangramento pioraram", relata. 

Somente com a insistência do agente de saúde local em contato com o hospital, conforme acrescenta Gorete, a filha retornou à unidade e de lá foi encaminhada para a maternidade de Baturité, onde foi feita uma cesariana de emergência. O menino, no entanto, já estava morto. 

Para a avó, a demora no atendimento da filha foi determinante para o óbito do bebê. 

Tristeza na família


Gorete fala que Renan, como seria batizado, era o primeiro filho de Renata e sua chegada era bastante esperada na família. Ela destaca que o bebê nasceu com 51 centímetros, pesando três quilos e 300 gramas. 

"Seria um bebê super saudável, se tivesse nascido no tempo certo, estava super forte. Minha filha está arrasada, estava tudo preparado para a chegada dele. Estamos todos revoltados e queremos justiça, para o que aconteceu com ela não aconteça com outras", conclui.

A mãe teve alta hospitalar neste sábado (28).

Caso em apuração


Em nota, a Prefeitura de Mulungu disse se solidarizar com o caso e afirma que a Secretaria de Saúde apura o que aconteceu para tomar providências. 

"A Prefeitura Municipal de Mulungu se solidariza com a família enlutada e informa que a Secretaria de Saúde de Mulungu está apurando o que realmente aconteceu para tão logo tomar todas as providências cabíveis", disse. 

O prefeito da Cidade, Robert Viana, publicou nota de pesar informando que determinou "a abertura de procedimento administrativo para apurar mais profundamente os fatos e ouvir o maior número de pessoas possíveis para descobrir se houve erro ou negligência e para punição dos eventuais culpados".

O Município decretou luto de três dias. "Lamentamos profundamente o falecimento dessa criança e informamos que a Secretaria de Saúde está tomando todas as providências e medidas para apurar o procedimento de atendimento a mãe da criança em nossa rede de saúde. Destacamos que estamos apurando, minuciosamente, a conduta dos profissionais e tomaremos todas as medidas cabíveis."

A Prefeitura de Baturité informou que a maternidade para onde Renata foi encaminhada é filantrópica e, por isso, não vai se pronunciar. O Diário do Nordeste tentou, neste sábado, contato com o hospital, mas não houve retorno.




STJ condena médica por violência obstétrica no Rio de Janeiro

 Condenação é incomum, uma vez que não há tipificação penal para a prática de violência obstétrica



O Superior Tribunal de Justiça condenou a médica Cíntia Cardoso Raposo por erro médico e violência obstétrica em um parto ocorrido em 2007. A decisão é incomum na Justiça brasileira, uma vez que a prática não é tipificada penalmente.

A violência no momento do parto fez com que o bebê nascesse com lesão cerebral irreversível. Devido às sequelas, o bebê morreu aos três anos de idade. Raposo, que ainda exerce a profissão de obstetra, foi condenada a pagar R$ 100 mil aos pais.

O advogado da família, Leonardo Amarante, ressalta a importância da denúncia de violência obstétrica para que profissionais sejam punidos pela prática.

“Os números de denúncias de erros médicos e violência obstétrica só aumentam. É importante que as vítimas tenham coragem de denunciar, pois, dessa forma, fica evidente que não estamos falando de casos isolados. Uma vitória na Justiça representa não somente reparação a uma vítima, mas uma prevenção para que novos casos não aconteçam”, disse Amarante.




sábado, 28 de maio de 2022

Após perder parte do intestino em “Hospital Açougue” de Carauari, mulher denuncia gestão da saúde do prefeito Bruno Ramalho

 


Amazonas – Em Carauari (município distante à 788 quilômetros de Manaus), uma mulher identificada como Vanessa Rocha de Oliveira, 42 anos, entrou com uma representação à Justiça do Amazonas contra a Secretaria de Saúde do Município, após drama vivido no Hospital Regional da cidade, em que uma negligência médica a fez perder parte do intestino.


Um médico que não teve a identidade revelada, realizou o procedimento cirúrgico em Vanessa e deixou compressas de gases dentro do corpo da paciente, fazendo com que seu órgão necrosasse.


O caso

A primeira cirurgia de Vanessa ocorreu no dia 02 de janeiro de 2020, sem causa aparente divulgada. No entanto, a partir do mês de novembro do ano de 2021, a mulher começou a sentir fortes dores na região do abdômen, fato que a levou retornar, com auxílio de seu marido, ao hospital da cidade para realizar exames e descobrir os motivos do mau-estar, realizando algumas sessões de ultrassonografia. Mesmo após os procedimentos, nada foi detectado.

Viagem para Manaus

Chegando a perder peso em virtude das fortes dores e sob ingestão de medicamentos, Vanessa viajou até a capital amazonense na tentativa de descobrir o motivo de tanto sofrimento que o Hospital de Carauari não conseguira solucionar. No dia 05 de março deste ano, após uma tomografia realizada no Hospital Adriano Jorge, foi detectado “corpo estranho” em seu no abdômen, que na realidade se tratavam de compressas de gases deixadas durante a cirurgia realizada no Hospital Regional de Carauari.

Diante dessa evidência, a paciente recebeu um encaminhamento para a retirada das compressas de gases que haviam deixadas em seu corpo. Somente no dia 04 deste mês (maio), Vanessa foi operada, ainda sim, perdeu parte do intestino após a negligência sofrida em Carauari.

Conclusão

Marido Vanessa, Altemar postou em sua rede social uma nota de esclarecimento a respeito dos procedimentos jurídicos contra o hospital do município, que ele e sua esposa irão mover.

Pai diz que erro matou a filha em poucos minutos em hospital do RJ: 'Deram adrenalina para ela'

 

Polícia investiga o caso. Prefeitura também abriu processo administrativo e pediu afastamento da equipe. Segundo a família, Ana Luiza Cardozo Pereira deu entrada em uma unidade de Saquarema com virose, vômito e diarreia. Pai conta que médica mandou aplicar injeção de dipirona e um remédio para vômito.


Ana Luiza Cardozo Pereira, de 4 anos, morreu depois de receber medicação em hospital de Saquarema

Uma menina de 4 anos morreu após receber medicação intravenosa no Hospital Municipal Porphirio Nunes de Azeredo, que antes era chamado de Hospital Nossa Senhora de Nazareth, no distrito de Bacaxá, em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio.

Segundo a família, Ana Luiza Cardozo Pereira deu entrada na unidade na quinta-feira (19) com uma virose, vomitando e com diarreia. O pai da menina, Romilson Santos, alega que houve negligência.

A Prefeitura informou que abriu uma sindicância interna para apuração dos fatos e da conduta da equipe.

Nesta quinta (26), o município disse que solicitou à OS Prima Qualitá, responsável pela administração do Hospital Municipal Porphirio Nunes de Azeredo, o afastamento temporário de toda a equipe envolvida no atendimento da criança. O município informou, ainda, que segue acompanhando o caso para que se possa dar uma resposta à família e a todos os moradores.

Ao g1, o pai contou que busca por Justiça pela morte da menina, que entrou na unidade conversando com os pais.

"Ela estava falando normalmente, até falou 'papai, mamãe, vamos pra casa', tanto ela estava bem que a médica me receitou remédio pra comprar na farmácia e ir embora pra casa. Ela mandou aplicar uma injeção de dipirona e um remédio pra vômito. Erraram a injeção e ela morreu em poucos minutos. Deram adrenalina para ela e ela faleceu", disse o pai.

Ana Luiza Cardozo Pereira, de 4 anos, e o pai Romilson Santos; menina morreu depois de receber medicação em hospital

"Elas mataram minha filha, deram uma injeção errada. Deram adrenalina na minha filha, forjaram provas, forjaram um monte de coisa. Minha filha morreu nos meus braços, na minha frente e disseram que ela morreu na ambulância indo pro Alberto Torres [hospital estadual], botaram registro falso na delegacia", alega o pai.

Segundo Romilson, os médicos colocaram no registro que ela estava com anemia profunda, desidratada, mas o perito do IML alegou que ela não tinha nada. O corpo de Ana Luiza foi enterrado no sábado (21) no Cemitério Municipal de Saquarema.

A mãe da menina também está em choque e, segundo o marido, se questiona onde foi que errou.

A família registrou o caso na delegacia da cidade. Em nota, a Polícia Civil informou que o administrador do hospital foi ouvido e a equipe médica foi intimada a prestar depoimentos. De acordo com a polícia, os agentes aguardam o resultado do laudo da necropsia.

Caso semelhante na mesma unidade


Em 2020, um caso semelhante aconteceu no mesmo hospital. Na época, Jhonathan Leonardo Souza, de 7 anos, morreu após receber medicação no hospital e a família também apontou negligência.

Segundo a família, Jhonathan deu entrada na unidade, no dia 18 de fevereiro de 2020, com febre, tosse e vômito, mas, logo após receber a medicação, sofreu paradas cardíacas.

No caso de Jhonathan, a descrição dos medicamentos prescritos era: soro fisiológico, ondansetrona, ranitidina e nebulização com adrenalina 1 mg/ml, em quantidade igual a 3. Também houve indicação de radiografia de seios da face e radiografia de tórax. Mas ele morreu depois de receber uma medicação com adrenalina.

"Deram um medicamento com adrenalina e ele veio a óbito em menos de 24 horas. Eu acho que não teve inalação. Eu acho que a adrenalina que era para ele inalar, eles aplicaram na veia", explicou, na época, Juli Gomes, parente do menino.