terça-feira, 19 de setembro de 2017

Erros matam a cada 3 minutos 2 pessoas nos hospitais brasileiros




A cada três minutos, mais de dois brasileiros (2,47) morrem em um hospital público ou privado por causa de um “erro” ou de “evento adverso”. O dado é de uma pesquisa realizada no ano passado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) e pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
 
Segundo o estudo, os casos incluem erros de dosagem ou aplicação de remédios, uso incorreto de equipamentos e infecção hospitalar, entre outros.
 
Os dados mostram também que os eventos adversos em pacientes hospitalizados são uma das principais causas de morte no Brasil.
 
De acordo com o levantamento, em 2015, os óbitos provocados por essas falhas foram estimados em 434,11 mil, ou 1,19 mil/dia, considerando o sistema de saúde nacional (público e privado). Para efeito comparativo, em 2013, o País registrou 339,67 mil mortes por doenças do aparelho circulatório.
 
Além dos pacientes que morrem, há também casos de pacientes que ficam com sequelas que comprometem sua qualidade de vida de forma temporária ou permanente.
 
Outra pesquisa que chama atenção foi realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) com médicos neurologistas e neurocirurgiões. De acordo com ela, 76% dos hospitais públicos brasileiros onde eles trabalham não apresentam condições adequadas para atender casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Apenas 3% dos serviços avaliados pelos médicos têm estrutura classificada como muito adequada e 21% como adequada.
 
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a segunda principal causa de morte no Brasil e a principal causa de incapacidade no mundo. Segundo o Ministério da Saúde, a cada 5 minutos um brasileiro morre em decorrência do AVC, contabilizando mais de 100 mil mortes por ano. No mundo, o AVC causa seis milhões de mortes por ano.
 

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