segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

População denuncia falta de médico na Policlínica Barral y Barral


Os populares que buscam atendimento na Policlínica Barral y Barral, em Rio Branco, estão se surpreendendo com a informação de que não há médico fazendo atendimentos pela manhã na unidade de saúde. O único médico clínico-geral que atende os pacientes da policlínica estaria doente.

A empresária Maria de Fátima Campos, de 46 anos, disse que procurou a unidade de saúde para se consultar como faz a cada três meses, mas alega que foi informada que apenas em fevereiro haveria médicos no local para fazer atendimentos. No contra turno também não haveria profissionais para atendê-la.

“Eu sempre venho e tem um médico. Vim de manhã bem cedo para agendar, e disseram que não ia ter fichas hoje porque o médico está doente. Que ele está doente, tudo bem, mas precisam colocar alguém no lugar dele, porque a gente tem que ter atendimento. Já não basta o posto do meu bairro que não tem médico”, reclama.

A reportagem do ac24horas visitou a Policlínica Barral y Barral. Ao conversar com funcionários, a informação dada foi a mesma repassada a Maria de Fátima: médico somente em fevereiro, na segunda quinzena. Sobre a reposição, um dos profissionais falou: “nesse período de férias os médicos viajam”.

A costureira Joanice Pinto, de 51 anos, diz que sente há várias semanas dores na barriga e que também está tendo dificuldade para encontrar médico no Barral y Barral e na unidade de saúde do Bairro Esperança, onde vive com a família. “Eu já tentei marcar, mas é na ficha, e nunca dá tempo de eu pegar. Esses dias agora nem entregaram [as fichas]”, conta.

Sobre o problema, a Secretaria de Saúde de Rio Branco informou que de fato um dos médicos está de atestado médico, mas explicou que outros dois médicos estão trabalhando normalmente no contra turno, e que há ainda especialistas lotados no Barral y Barral para um total de sete áreas

“Atualmente um profissional médico encontra-se de atestado por doze dias, tendo ainda dois profissionais de retaguarda para demandas diárias de clínica geral, e sete especialistas nas áreas de exames de imagem, ginecologia e pediatria. Reconhecemos que o atual quadro de profissionais médicos é insuficiente”, diz a nota.

A secretaria de Saúde da Capital também informou que está trabalhando para reduzir custos no setor e poder, desta forma, contratar novos profissionais que possam atuar no serviço municipal de saúde. A pasta, contudo, não deu prazo para colocar em prática a nova medida.


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