sexta-feira, 31 de maio de 2019

FAMÍLIA ACUSA HOSPITAL SÃO PAULO EM MURIAÉ POR NEGLIGÊNCIA EM MORTE DE BEBÊ.

Uma menina de três meses morreu no dia 23 de maio no Hospital São Paulo. A família registrou ocorrência. A unidade informou que também apura a situação.
A Delegacia Especializada de Homicídios da Polícia Civil abriu inquérito para apurar a morte de um bebê de três meses no Hospital São Paulo, em Muriaé. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar na quinta-feira (23/5), como atendimento de denúncia de infrações contra a vida.

A família e testemunhas disseram aos policiais que ficaram das 20h às 23h esperando no pronto-socorro e, quando foi atendida, a menina não resistiu.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Tayrony Espindola Borges, em princípio a investigação segue como homicídio culposo – quando não há intenção de matar.
“Familiares da criança e outras testemunhas serão ouvidos para apurar se de fato houve algum tipo de negligência no atendimento e se isso pode ter sido a causa determinante da morte”, explicou o delegado, via assessoria.

A assessoria do Hospital São Paulo disse que analisou os prontuários e que não teve demora nem falha no atendimento. No entanto, não informou os horários de chegada e atendimento do bebê, porque justificou que são sigilosas. Ainda conforme o hospital, o caso é apurado e por enquanto detalhes não serão dados.

ESPERA:

Segundo a ocorrência, a Polícia Militar foi acionada às 23h por causa de confusão no pronto-socorro do Hospital São Paulo. Tanto os funcionários, quanto parentes, acionaram os militares.

Consta ainda na ocorrência que os familiares da bebê alegaram que chegaram por volta de 20h30 e que aguardaram meia hora pelo atendimento. Como a menina estava com febre e os olhos paralisados, pediram para que a mãe entrasse com ela. As duas ficaram na sala de triagem, onde também não foram imediatamente atendidas. Reparando que a criança estava imóvel, a mãe chamou uma enfermeira que passava pelo local e a levou para atendimento. Após muito tempo, a família recebeu a informação de que a menina estava morta.

Segundo o relato da enfermeira, havia intenso fluxo de pacientes no hospital e ela confirmou que foi chamada pela mãe ao ao passar pela mediação da sala de triagem, pedindo que atendesse a bebê, que estava mal. A profissional também relatou que encaminhou a bebê, que não respirava, ao médico plantonista. Além disso, disse que foram feitos todos os procedimentos, mas a morte foi constatada.

O médico relatou aos policiais que a mãe contou que a menina estava com bronquiolite e que precisava de nebulização diária, que ao longo da quinta-feira (23/5) ela apresentou dificuldades para respirar e que o quadro se agravou à noite com febre, por isso, ela procurou o hospital.

Conforme relatos de testemunhas, incluindo outros pacientes, a estimativa é de que os pais e familiares da criança esperaram quase três horas até que ela fosse atendida.

Ainda de acordo com a ocorrência, após a morte da criança, o hospital “começou a dar celeridade ao encaminhamento dos pacientes que estavam na área externa da recepção para o interior”. Outras pessoas reclamaram à guarnição que aguardavam desde às 18h no local. As informações são do  g1 Zona da Mata.




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